Esse é o título de um livro escrito pela psicóloga Bel Cesar e pelo psiquiatra Sergio Klepacz, que estiveram em um programa da rádio CBN, acompanhado por mim nesta manhã de sábado. Algumas coisas que consegui captar (estava dirigindo) e com as quais concordo plenamente seguem abaixo:
-Há o estresse bom e o ruim. O bom é o que nos dá força pra viver, é quando por exemplo acordamos de manhã e temos vontade, força, ânimo pra vencer naquele dia. E quando o dia acaba, pensamos e sentimos que vencemos. O ruim é o desequilíbrio, é estar permanentemente em alerta.
-Muitas coisas causam esse estresse ruim, como até mesmo os alimentos com agrotóxicos, a própria água que não é pura... Trânsito, prazos, pobreza são outros fatores determinantes.
-Estresse não é sinônimo de fazer muitas coisas. É perfeitamente possível ter energia, gostar, querer e conseguir fazer muitas coisas. Estresse é não saber lidar com fazer muitas coisas, por exemplo.
-Esse estresse ruim muitas vezes está associado a um acúmulo de frustrações, à insegurança, insatisfação... coisas que com o tempo provocanso problemas físicos. Não de uma hora pra outra.
-O mundo entrou num automatismo tal que as pessoas já não tem uma conversa interna. Falta isso no mundo!! E não havendo uma conversa interna, as pessoas passam a funcionar precisando de estímulos externos, é um funcionamento extrínseco. Ao invés de a pessoa entender, conhecer suas necessidades e desejos, ela age para fazer o que esperam dela. De fora. Sem esse funcionamento intrínseco, as pessoas se bastam menos, são menos livres.
Bom, agora opino eu:
Algumas vezes eu tentei definir qual seria ou quais seriam as grandes causas do mundo ser a merda que é. Já achei que era vaidade. Não vaidadezinha de roupas, marcas ou salão de beleza, mas no sentido mais amplo. Uma vaidade que inclui busca pelo poder, pelo dinheiro, busca de tudo pra si pra se achar, se sentir o melhor, o tal. Tanto individual como coletivamente, onde a própria espécie se acha acima das outras e da própria natureza.
Não descarto esse pensamento. Mas considero que estamos num mundo e num momento ainda mais egocêntrico. Acho que o ser humano optou (sim, é escolha) por se construir dessa forma: o que importa é o próprio umbigo. Poder, vaidade, dinheiro, fama. Uma sociedade capitalista, consumista, competitiva, onde o outro é inimigo, o outro é ameaça.
E assim caminha a humanidade. Pensando cada um em si. Ou melhor: sem pensar. Agindo sem pensar em busca do eu. Mas não um eu de fato, verdadeiro, que só encontra quem é capaz de mergulhar dentro de si. Não, um eu superficial.
Humanidade incapaz de pensar de fato. Incapaz de se conhecer e se reconhecer. Humanidade das aparências. Mediocre.