quarta-feira, março 30, 2011

A passarela (4)

Testei agora o novo telefone da Prefeitura, 1746. Fui atendido rápida e educadamente. Ponto pra eles.

Mas a princípio queriam me dar o telefone do Metrô, afinal é uma obra deles. E eu insisti que a reclamação é com a Prefeitura. Eu não estou reclamando que a estação Cidade Nova fecha à meia-noite. Estou reclamando da PASSARELA, que fecha, estou reclamando que não posso ir de uma pista para outra da Av. Presidente Vargas após esse horário.

Quem tem que reclamar com o Metrô, negociar que a passarela fique aberta ou construir uma nova para o cidadão é a Prefeitura. A Prefeitura é a responsável pelo trânsito. A Prefeitura é que tinha uma passarela ali, que permitiu que fosse retirada para a construção da nova.

Enfim, a reclamação foi feita, me deram um número de protocolo e em até 5 dias terei uma resposta, segundo dizem.

Vejamos que resposta será.
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terça-feira, março 29, 2011

É pública ou não é?

Há pouco ao estacionar numa rua da zona sul, bati um papo rápido com o funcionário responsável pelo talão ali.

Ele me disse que não é a Prefeitura que recebe o dinheiro diretamente, mas uma cooperativa. E que cada funcionário tem que comprar o talão. Custa 40,00. Vem com 50 folhas, e cada uma custa 2,00 para os motoristas. Ou seja, sobram 60,00 para cada funcionário, certo? Mas destes 60,00, DIARIAMENTE, ele tem que dar mais 35,00 para a cooperativa!! Ou seja, dos 100,00 de cada talão, sobram 25,00 para cada funcionário!!

Primeiro: sempre fui contra que o motorista tenha que pagar pra estacionar numa via PÚBLICA!

Segundo: cooperativa??? Que fica com boa parte do lucro? Que país é esse?
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segunda-feira, março 28, 2011

Isso é Vasco da Gama!

Do Blog de Marcelo Monteiro.

O Vasco lançou nesta quinta-feira, 24 de março, o seu terceiro uniforme para a temporada 2011. O modelo é inspirado no usado na década de 20 e faz referência ao atuação do clube naquele período, em prol da inclusão de jogadores negros e de classes mais humildes.  No lado esquerdo do peito da camisa, há a imagem de uma mão espalmada em preto e branco. E, na gola, as palavras “Inclusão” e “Respeito”.

Se o Vasco não foi o primeiro clube brasileiro a contar com jogadores negros em seu elenco – alguns pesquisadores defendem que a primazia foi do Bangu; outros que a Ponte Preta foi a pioneira -, não há dúvida que o Clube de Regatas Vasco da Gama adotou uma inovadora política clara de inclusão de atletas negros, mulatos e/ou que não pertenciam à elite. E que lutou para que eles não fossem excluídos do esporte. Contribuindo decisivamente para que o futebol deixasse um esporte exclusivo de descendentes de ingleses e jovens da aristocracia. Brancos.

- O mulato e o preto eram, assim, aos olhos dos clubes finos, uma espécie de arma proibida – escreveu Mário Filho em seu livro “O negro no futebol brasileiro”. Escrito em 1947, a obra é uma referência sobre o assunto.

Coube ao Vasco, vindo da segunda divisão, desafiar o sistema vigente. O clube, fundado por portugueses, se distinguia de outros criados pela colônia lusitana por abrir suas portas também para brasileiros. De qualquer origem. O critério para ser convidado a defender o clube da Cruz de Malta não era a cor da pele ou a situação social. Era saber tratar bem a bola.

E o time passou a adotar um regime desconhecido dos demais. Os jogadores, na prática, viviam para o futebol. Acordavam em uma espécie de ‘concentração’ e treinavam. Exercícios físicos e com a bola. De manhã até de noite. Treinador pelo uruguaio Ramon Platero, e com o apoio de comerciantes portugueses, tinham boa alimentação e recebiam ‘bichos’ para dedicarem ao futebol. Um princípio de profissionalismo em uma época em que os comandantes do futebol orgulhavam-se de dizer que o esporte era amador.

Com atletas habilidosos e bem preparados, o time do Vasco geralmente dominava os adversários no segundo tempo dos jogos, quando os rivais não conseguiam mais acompanhar quem havia treinado forte durante toda a semana. E o clube vindo da segunda divisão foi campeão carioca em 1923, logo no ano de estreia na elite do futebol do Rio (na foto acima, o time campeão).

A reação dos clubes tradicionais não demorou. No ano seguinte, o grupo formado por América, Botafogo, Flamengo e Fluminense decidiu deixar a Liga Metropoliana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundar a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos).

Pelas regras da nova entidade, os jogadores precisariam provar que estudavam ou trabalhavam. Não em um trabalho qualquer. “Um emprego decente (…). Empregados subalternos eram riscados”, segundo Mário Filho. E precisavam saber ler e escrever corretamente. Além disso, todos os clubes deveriam ter campos e sedes próprios. O Bangu, com um time formado em boa parte por operários da fábrica de tecidos instalada no bairro da Zona Oeste, foi convidado pelo quarteto a ingressar na entidade. Os cinco fundadores tinham peso maior nas votações, garantindo que as suas propostas fossem vitoriosas.

Ao Vasco, foi exigido que 12 jogadores fossem afastados, por não atenderam aos requisitos impostos pela AMEA. Diante do ultimato, o presidente do clube, José Augusto Prestes, assinou um ofício em 7 de abril, que ficou famoso na história do futebol carioca. E brasileiro.

Rio de Janeiro, 7 de abril de 1924

Ofício no. 261

Exmo. Sr. Arnaldo Guinle, M.D. presidente da Associação Metropolitana de Esportes Athleticos.

As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V. Exa. tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama em tal situação de inferioridade que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.

Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma como será exercido o direito de discussão e voto, e as futuras classificações, obriga-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.

Quanto a condição de eliminarmos doze (12) jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama, não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos con-sócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.

Estamos certos que V. Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se a AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923.

São esses doze jogadores jovens quase todos brasileiros no começo de sua carreira, e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu nem sob o pavilhão que eles com tanta galhardia cobriram de glórias.

Nestes termos, sentimos ter de comunicar a V. Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.
Queira V. Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever de V. Exa. Att. Obrigado.

Dr. José Augusto Prestes
Presidente


O Vasco permaneceu na LMDT, ao lado de clubes que não aceitaram as condições ou que não conseguiram cumpriram as exigências da AMEA (casos do Bonsucesso, Andarahy, Villa Isabel, Mackenzie). E foi campeão da Liga Metropolitana em 1924.

No ano seguinte, houve acordo entre o clube e a AMEA, costurado em boa parte por Carlito Rocha, futuro presidente do Botafogo. O Cruzmaltino manteve seus atletas. E o clube, com seus jogadores negros, mulatos e pobres, entrou para a história esportiva do país ao contribuir decisivamente para tornar o futebol um esporte realmente de todos os brasileiros.

domingo, março 27, 2011

Café Filosófico – A educação – Viviane Mosé

http://url20.ca/niGa

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Cabelo, dinheiro e amigos

Na sexta, pela rádio do carro ouvi sobre uma pesquisa. Como foi rápido e eu estava estacionando, não consegui identificar onde e quem fez a pesquisa, mas consegui gravar o resultado:

A pergunta era: entre cabelo, amigos e dinheiro, o que é mais importante pra você?

1º lugar: cabelo, cerca de 59%.
2º lugar: dinheiro, cerca de 26%.
3º lugar: amigos, cerca de13%

A rádio era a Paradiso FM.

E pra você, o que vem primeiro?

O que achou do resultado?
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Estudo indica que religião pode acabar em 9 países ricos (FOLHA)

Dados de censos colhidos desde o século 19 indicam que a religião pode ser extinta em nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico.

A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca --o país com o índice mais elevado, com 60%.

Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento --divulgado durante um encontro da American Physical Society-- mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países.

Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.

"Em muitas democracias seculares modernas, há uma tendência maior de as pessoas se identificarem como sem uma religião", afirma Richard Wiener, que trabalha em um centro de pesquisa em ciência avançada, subordinado ao departamento de física da Universidade do Arizona.

A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que leva em conta fatores sociais e a influência que exercem em uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.

Os parâmetros se mostraram semelhantes em vários países pesquisados, indicando que a religião está a caminho da extinção nessas nações.
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quinta-feira, março 24, 2011

A passarela (3)

Resposta da Prefeitura: rápida, mas ineficiente.

Para solicitação deste assunto, ligue para 1746, no Teleatendimento da Prefeitura. Para sua comodidade, através desse telefone você pode também solicitar informações, fazer críticas, sugestões, elogios e reclamações.

O prefeito Tio Paes inaugurou o tel 1746, que parece mesmo uma boa ideia. Mas agora tudo vai ser por lá? E se eu quiser contato pela internet, não posso?

Ao invés de melhorar, oferecer mais opções...
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A passarela (2)

Sempre afirmei que sou político e faço política. E cada vez mais o farei, pois de nada adianta reclamar e não agir. Ou passar por esta vida e não tentar fazer daqui um mundo um pouco melhor.

Segue a reclamação feita agora no site da Prefeitura sobre a passarela, assunto do post anterior.
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Minha crítica é em relação a obras feitas recentemente na região da Cidade Nova: a nova passarela, a estação do metrô e os recuos para os ônibus nos pontos correspondentes.

São duas as questões: uma é que nesta semana, andando pela passarela à noite, soube que ela fecha à 0h! Isso é um absurdo! Passarela não pode fechar! Ao invés de melhorar, piorou, pois a antiga passarela, como qualquer outra, não fechava. É a primeira vez que tenho conhecimento de um fato como este! E como fica a segurança do cidadão? Depois de mim vieram outras pessoas atrevessando a Av. Pres Vargas, mas como já tinha passado da 0h, todos correram riscos, não há sinal! Absurdo!

Entendo que a nova passarela está ligada ao metrô, que fecha. Mas por que não manter aquela parte, antes da chegada à estação, aberta 24h? Nada justifica! Até porque há câmeras ali e a nova obra não correria riscos de vandalismo.

A outra reclamação diz respeito a poças d'água nos novos recuos dos ônibus no mesmo local. Como é possível se a obra foi recém inaugurada?

Bom, sei que a obra não é exclusividade da Prefeitura, pois envolve o governo do Estado, a Metrô Rio. Mas a Prefeitura é responsável pela Av Pres Vargas, correto? E o caso da passarela é sim de responsabilidade dela! Além disso, todos sabem do bom relacionamento entre os governos.

Atentamente,
Lauro C M Magalhães
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quarta-feira, março 23, 2011

A passarela do Cabral e da Metrô Rio

Há cerca de 1h15 eu cruzei pela 1ª vez a passarela que liga a Prefeitura à Estação Cidade Nova. E então eu soube que fui o último a fazê-lo neste dia, pois ela fecha à meia-noite! Isso mesmo, a passarela FECHA!!

Quando desci, buscava a saída, já me perguntando se estava preso ali ou não, quando encontrei um funcionário do metrô, que me disse que o lado para o qual caminhava estava fechado e que só pelo outro lado, que seria fechado por ele 1 minuto depois, eu poderia passar. Nesse 1 minuto em que caminhamos naquela direção, tivemos o seguinte diálogo:

-Aqui tá fechado, só do outro lado.
-Fechado!!??? Se o cidadão quiser cruzar a avenida então, ele morre, né?
-Pois é, também acho errado... deveriam fazer uma outra passarela ou deixar aberta essa parte que não vem pro metrô.
-Pois é, até porque está cheio de câmeras, não teria nenhum vandalismo ali.

Além disso, como eu já havia percebido, há poças d'água no recuo que ACABARAM de construir para os ônibus, recuo este que fez parte da mesma obra. Aliás, estou sendo bondoso, não é uma poça, é quase um rio em algumas partes!

Obrigado, governador! É por isso que nunca votei em você e você nunca me enganou!

Obrigado, Metrô Rio! Que exemplo de empresa séria, preocupada com o usuário, que oferece bom serviço e que tem a passagem mais barata do Brasil!
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Absurdos, absurdos...

Absurdo, como já escrevi, 'limparem' os mendigos do Centro para a estadia do Obama.

Absurdo, como todos tivemos notícia, da prisão dos manifestantes no protesto do PSTU. Ok, houve excessos, então que prendessem, levassem para a delegacia, fizessem a ocorrência e investigassem. Mas levar pra uma penitenciária?? E as câmeras do Consulado, não mostram os verdadeiros bandidos?

Absurdo o ataque à Líbia. Absurdo a meu ver, pois sou totalmente a favor da autodeterminação dos povos. E que ninguém se meta! Mas sei que nesta sou quase uma voz única entre aqueles que conheço e com quem converso.
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sábado, março 19, 2011

Obama

Como carioca, gostei muito da visita do Obama ao Brasil passar pelo Rio. A cidade, apesar dos pesares, parece que está aos poucos retomando a importância de outrora, mas sobre isso falarei em outro momento, assim como dos 'queridos' governador e prefeito de 'vocês'.

Mas duas coisas quero comentar, uma detesto, a outra gosto menos ainda. A primeira é que antes de o discurso dele ser mudado da Cinelândia para o Municipal, muita gente ter pensado em ir ver o tal evento. Claro que é um evento importante e é natural que muita gente quisesse vê-lo. Mas o que me incomoda é que tenho certeza que a grande maioria iria só pra dizer que foi. E pra tirar fotos, aparecer, porque seria algo pop.

Cada um faz de si o que quiser, mas não gosto. O discurso dele não é festa, é política! E reclamo sim de transformarem política em showzinho. repito: falo isso por parte de muitos que iriam ver, não por parte dele.

Bom, o discurso deixou de ser algo a céu aberto e será no Municipal e para convidados! Péssimo! Deve ter havido suspeita de algo ou medo de que algo acontecesse, mas também não se faz política para 'convidados'.

Mas a outra coisa de que quero reclamar é que estão fazendo a 'limpa' na cidade. Os mendigos do Centro já não estão por ali desde o meio da semana. Rídiculo! Lamentável! É o mundo das aparências em que vivemos. Da maquiagem. Da mentira!

Somos o que somos e assim deveríamos nos assumir.

E se se preocupassem com os mendigos, que fizessem um trabalho decente todo o tempo, não de ocasião, não é mesmo, Paes e Cabral?
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quinta-feira, março 10, 2011

Vale Tudo

Tenho acompanhado sempre que posso a reprise de Vale Tudo, no canal Viva. Eu vi a novela quando passou, quando reprisou em Vale a Pena Ver de Novo, mas isso faz muitos anos e não lembro de tudo. Lembro de como vai ser o final, lembro quem matou Odete, mas muitas coisas, não.

Acho ótimo rever tanto tempo depois por algumas razões. Acho que foi uma novela de muito, muito boa qualidade. Em todos os sentidos. Acho que raros são os personagens que não são importantes em algum momento. Acho que a trama é muito bem desenvolvida, trazendo temas como valores humanos e da nossa sociedade (Maria Fátima e sua sede de dinheiro; Marco Aurélio corrupto; Ivan se questionando em determinado momento se se casou por dinheiro ou não, buscando uma resposta que foge do óbvio, mas está mais no fundo de seu ser), alcoolismo com Helena, a ideia da produção independente de um filho por parte da Solange; casal homossexual feminino; filho adolescente problemático; fofocas; inveja; assassinato... claro, além de romances... muitos temas recorrentes a partir de então, mas muito bem construídos na novela de Agnaldo Silva e Gilberto Braga, que foi de certa forma pioneira em muitos destes.

Também já havia propagandas, o que nunca gostei. Desde tempero até construtura.

A trilha sonora também é muito boa, em época em que havia um disco (isso, disco) nacional e outro internacional, que chegava mais do meio pro fim da novela. E a abertura com a Gal Costa cantando Brasil também é excelente. Gosto da música com Cazuza, mas a Gal mandou bem, principalmente quando canta "meu cartão de crédito é uma navaaalhaaa". Sensacional!

Também é bom ver o Rio de antes, como eram as ruas, os carros. Lembrar do tempo de crise, inflação, o que obviamente não era bom viver, mas era a realidade da época e que de alguma forma foi tema também.

Muitos personagens fumando, mas era o comum naqueles tempos, as leis nesta área são bem mais recentes.

Eu gosto de História e por isso estou gostando tanto. E gostava de novelas, acho sim que as antigas eram melhores. Ok, tudo muda, as novelas também tinham que mudar e mudaram, mas sinceramente acho que cairam junto com a qualidade da tv aberta no Brasil. O nível de Vale Tudo me parece muito claramente superior.

Sinto falta de Que Rei Sou Eu?, Pantanal, Tieta, O Salvador da Pátria, Vamp (que será reprisada em breve)e até Renascer e O dono do mundo, menos boas.

E estou percebendo que estou ficando velho. Isso não é ruim, é apenas uma percepção. Natural. E tal constatação vem por mais de 20 anos depois estar revendo algo da minha infãncia, portanto uma constatação óbvia: o tempo passou. Mas também por me flagrar por vezes achando que o de antes era melhor do que o de agora.

Neste caso das novelas sinceramente acho que é fato. Mas sem dúvida é bom estar atento para não cair nesta armadilha em relação a tudo.
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sábado, março 05, 2011

Saiba por que a data da folia muda a cada ano

 Por Manuela Martinez

Fiel à sua doutrina, todos os anos a Igreja católica combate com veemência os excessos cometidos pelos foliões durante a maior festa popular do Brasil, o carnaval. O que pouca gente sabe é que esta folia pagã tem o seu calendário definido em conseqüência de um sistema de cálculo inventado pela própria Igreja católica.

Por essa metodologia, a igreja, primeiro, define uma de suas datas mais sagradas, o domingo de Páscoa, quando comemora a ressurreição de Jesus Cristo. A partir daí, chega-se ao domingo de carnaval com uma fórmula simples: contam-se retroativamente sete domingos.

É exatamente por isso que o domingo de Páscoa e o carnaval são datas móveis, ao contrário de outros feriados, fixos, a exemplo do 21 de abril (morte de Tiradentes), 7 de setembro (Independência), 2 de novembro (Finados) ou 15 de novembro (Proclamação da República).

Lua cheia eclesiástica

Como regra básica, a Páscoa tem de cair no primeiro domingo após a lua cheia que seguir ao equinócio de primavera no hemisfério norte. O equinócio marca o início da primavera - geralmente, a 21 de março. No entanto, a Igreja católica se baseia em projeções sobre o satélite feitas no início da Idade Média, que já não coincidem com o ciclo lunar real. Assim a Páscoa depende da chamada "lua cheia eclesiástica".

Durante muitos séculos, os fiéis e os próprios representantes da Igreja católica encontraram muitas dificuldades para entender e explicar a fixação do calendário da Páscoa e do próprio carnaval porque havia uma discrepância muito grande entre as datas.

Somente com a entrada em vigor do atual calendário, o gregoriano, criado pelo papa Gregório 13 (1502-1585), no século 16, é que o domingo de Páscoa passou a cair obrigatoriamente entre 22 de março e 25 de abril. A partir destas duas referências, os responsáveis pela organização do carnaval podem programar a festa com muita antecedência.

A instituição do calendário gregoriano aconteceu em 1582. Alertado por astrônomos sobre algumas imprecisões no calendário juliano, a Igreja católica suprimiu dez dias (de 5 a 14 de outubro) daquele ano para efetuar o ajuste no tempo. Ou seja: as pessoas foram dormir no dia 4 de outubro e acordaram no dia 15.

Carnaval fixo

A partir da década de 70, empresários e agentes hoteleiros que trabalham principalmente em cidades turísticas, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, iniciaram um movimento, para determinar uma data fixa para a folia carnavalesca, sob a alegação de que a festa móvel traz prejuízos econômicos ao país.

Mesmo sabendo da data com anos de antecedência, muitos turistas estrangeiros não conseguem vir ao Brasil porque não estão de férias no período carnavalesco. De acordo com os empresários, com uma data fixa, os turistas e os milhões de brasileiros que gostam do carnaval poderiam se programar para participar da festa. Por enquanto, eles ainda não obtiveram sucesso. Prevalece a tradição católica.

*Manuela Martinez é jornalista e publicitária.
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sexta-feira, março 04, 2011

Torcer

No blog do Mauro Cezar com vídeos:  Alemanha resiste ao "futebol moderno" e valoriza o torcedor fiel:
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Discurso do deputado delegado Protógenes Queiroz (PC do B), ontem na Câmara dos Deputados:


 
“… não posso deixar ausente os agradecimentos a esses grandes brasileiros que desempenharam papel importante a trazer esses dois eventos para o Brasil (Copa e Olimpíada), que é o presidente de honra da Fifa, doutor João Havelange, e nosso presidente, Joseph Blatter – e por que falo nosso presidente?

Porque pertenço à comissão de segurança de estádios da Fifa.

Ao nosso presidente da Confederação Brasileira de Futebol, incansável lutador e abnegado pelas causas do futebol brasileiro, doutor Ricardo Teixeira, que enfrentou desafios do futebol internacional.

E não posso deixar de lembrar o desempenho do nosso presidente da Federação Paulista de Futebol, doutor Marco Paulo Del Nero. Homens esses que têm profunda identificação com o futebol brasileiro; homens esses que dedicam as suas vidas para que façamos um bom evento aqui no Brasil.”
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Comentário meu: você junta todos esses citados no liquidificador e não consegue 1 (UM) ser humano.
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Réus da “Máfia do Apito” são condenados a pagar R$ 180 milhões

Justiça condenou em primeira instância os envolvidos no caso, entre eles o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho e a CBF

Levi Guimarães, Marcel Rizzo e Paulo Passos, iG São Paulo | 25/02/2011 20:37

A 17ª Vara Cível da Justiça de São Paulo condenou os réus no processo da “Máfia do Apito”, como ficou conhecido o caso de manipulação de resultados no futebol brasileiro e sul-americano que aconteceu em 2005.

O ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) terão que dividir uma multa de R$ 160 milhões, enquanto o empresário Nagib Fayad, o ex-árbitro Paulo José Danelon e a FPF (Federação Paulista de Futebol) foram condenados a pagar o equivalente R$ 20 milhões.

A divisão dos valores será conhecida na sentença do juiz, que será publicada na próxima segunda-feira.

A decisão foi em primeira instância e, por isso, cabe recurso.

Inicialmente, a promotoria havia pedido indenização de R$ 34 milhões, mas a Justiça entendeu que esse valor deveria chegar a R$ 180 milhões.

A CBF afirmou ao iG, por meio de sua assessoria de imprensa, que irá recorrer. “A CBF ainda não foi notificada, mas informa que essa é a primeira instância e vai recorrer. Temos certeza que a Justiça irá analisar o caso corretamente”, afirmou o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Paiva.

Os outros condenados não foram encontrados para comentar a decisão.

O procedimento aponta que em casos como esse, uma ação coletiva na qual não há um beneficiário específico, o dinheiro da sentença é enviado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que é controlado pelo Ministério da Justiça.

O Fundo recebe indenizações provenientes de processos que envolvem danos morais e patrimoniais causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. O caso da “Máfia do Apito” se encaixa no direito do consumidor. Se o réu não tem dinheiro para pagar, bens são penhorados.
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NOTA: Em sua brilhante defesa, segundo informa a revista “Veja”, a CBF alega que o escândalo foi algo “irrelevante, banal, do qual ninguém mais se lembra e que ‘paixão nacional’ é coisa para vender cerveja e aparelho de TV”.
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quinta-feira, março 03, 2011

Gentileza é fundamental

Eu reconheço que sou chato, exigente e às vezes desejo um mundo impossível. Ok, preciso relativizar mais, as pessoas são imperfeitas, errar é humano, eu também erro, claro, mas acho razoável sim reclamar de certas coisas. As pessoas erram demais! E erram sem ter um pingo de consciência, como se não existisse o outro.

Falta respeito, falta cuidado. E falo em relação a coisas óbvias, básicas. Falta respeito no trânsito. Pessoas invadem a pista do outro, não ligam setas, taxis param na tua frente sem sinalização e na pista da esquerda, seus passageiros dão sinal onde não devem, muitos carros tem farol muito mais forte do que deveriam, motoqueiros se acham os donos da rua, se alguém reclama de algo, muitas vezes o outro motorista, quando homem, leva pro lado da babaquice e quer resolver na porrada...

No ônibus outros absurdos. Pessoas batendo papo no celular a viagem inteira, por exemplo. Eu não falo no cel no bus, mas entendo perfeitamente quem o faz pra resolver algo do trabalho, pra falar rápido, mas bater papo? Eu não deveria ser obrigado a ouvir a conversa mediocre (ou intelectual) de quem quer que seja. Ontem mesmo eu ouvi a conversa inteira de uma 'cidadã' que estava na janela do outro lado do corredor, inclusive a 'frase de ouro', ao se referir a uma colega de trabalho: "ela é burra, GORDA e infeliz."

Bom, sem contar nas pessoas que levam rádio para o bus, geralmente ouvindo funk. Mas não importa, ainda que fosse a MPB que eu gosto, existem outras pessoas no ambiente, que deveriam ser respeitadas em seu espaço.

Brasileiro só quer levar vantagem, só existe ele, só importam suas vontades. E se o outro reclama com razão de algo é um absurdo, uma ofensa. Valores totalmente invertidos. E há muitas certezas também, aliás eu desconfio e fujo de pessoas com elas. Em resumo: está em vigor a lei do enquadramento alheio. Ou você se submete ao que a sociedade faz ou... será altamente criticado e considerado antiquado. O errado é quem age certo.
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Rua da Passagem (Lenine)

Os curiosos atrapalham o trânsito
Gentileza é fundamental
Não adianta esquentar a cabeça
Não precisa avançar no sinal
Dando seta pra mudar de pista
Ou pra entrar na transversal
Pisca-alerta pra encostar na guia
Pára-brisa para o temporal

Já buzinou, espere, não insista
Desencoste o seu do meu metal
Devagar pra contemplar a vista
Menos peso do pé no pedal
Não se deve atropelar um cachorro
Nem qualquer outro animal

Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual

Motoqueiro, caminhão, pedestre
Carro importado carro nacional
Mas tem que dirigir direito
Para não congestionar o local
Tanto faz você chegar primeiro
O primeiro foi seu ancestral
É melhor você chegar inteiro
Com seu venoso e seu arterial

A cidade é tanto do mendigo quanto do policial
Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual

Travesti, trabalhador, turista
Solitário, família, casal
Sem ter medo de andar na rua
Porque a rua é o seu quintal
Boa noite, tudo bem, bom dia
Gentileza é fundamental
Pisca-alerta pra encostar na guia
Com licença, obrigado, até logo, tchau

http://letras.terra.com.br/lenine/250619/
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quarta-feira, março 02, 2011

Recomeçando

Eu já tive um blog, aliás, mais de um. Mas nunca duraram muito porque eu não divulgava muito, porque eu enchia o saco, porque eu muitas vezes não sabia o que escrever.

Ultimamente tenho usado o meu perfil do Orkut como uma espécie de blog, falando de mim, mas na maioria das vezes opinando sobre o mundo, política, esportes... E justamente por nunca ter deixado de pensar, ter ideias e querer colocá-las para fora, acho que um blog pode ser tentado de novo. Não posso guardar só para mim o que penso, vejo, acho.

Também me sinto um POUCO mais querendo me expor.

E o Orkut, abandonado pelos atuais seguidores do Facebook, já não é um lugar muito visto.

Seja bem-vindo/a sempre que quiser. E se quiser opinar, faça-o por e-mail, que é o mesmo que dá nome ao blog: transcursus@yahoo.es

"Eu deveria ter me exposto mais." Personagem de Denise Stoklos em Calendário da Pedra